sexta-feira, 25 de março de 2016

Foi a festa da partilha, do afeto, da dádiva, do encontro...da Poesia

No  dia 18 de março, aconteceu, na Escola  Domingos Rebelo, a 3ª edição da "Festa da Poesia" que pretende celebrar o "Dia Mundial da Poesia". Este ano, a viagem poética proposta começava na época medieval e terminava na era contemporânea. Assim, começámos por ouvir trovadores, que sofrem por amor pela sua "senhor" ou amigas enamoradas saudosas do seu amado, através das cantigas de amor e de amigo. Todos estavam vestidos a rigor e a música da época transportou-nos para um outro universo, o medieval. E, desta forma, fomos seguindo, ouvindo os ícones de cada época: Camões disse: presente; Almeida Garrett, Soares dos Passos, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Ruy Belo, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner, tudo presente. Igualmente disseram presente Fernando Nunes e Leonardo, poetas da nossa praça, que muito nos honraram com a sua presença. Presentes estiveram o grupo sénior, "Palavras Sentidas", que nos proporcionaram um convívio intergeracional muito sadio. Mas, sobretudo, responderam à chamada, de forma firme e convicta, alunos e professores, que participaram de forma entusiástica: dizendo a palavra, cantando a palavra, dançando a palavra, tocando a palavra. Aventurando-se, até, a apresentar poemas de sua autoria.

Poesia e Pessoa
Os alunos do 12.º ano da disciplina de Português foram convidados pelos seus professores, Isaura Pereira, Marisa Freitas, Marta Pacheco e Rui de Faria, docentes do Departamento de Línguas Românicas, a elaborar textos "à maneira" de Fernando Pessoa (do ortónimo ou de um dos seus heterónimos - Caeiro, Reis ou Campos). Alunos de várias turmas responderam positivamente ao desafio, recriando, nuns casos, o estilo e, noutros, as temáticas deste grande poeta da literatura portuguesa. Os textos recriados pelos alunos expostos na Biblioteca da Escola durante a última semana do segundo período letivo pretenderam homenagear, mais uma vez, Fernando Pessoa (e Alberto Caeiro, e Ricardo Reis, e Álvaro de Campos) e, através dele, dar visibilidade ao lirismo nacional, uma das marcas identitárias da nossa cultura.






Um artigo do projeto Fora de Portas
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