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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Biblioteca Escolar da Domingos Rebelo

Biblioteca Escolar da Domingos Rebelo
“Biblioteca vai à sala”, “Feira do Livro Usado” e “Newton gostava de ler?” foram algumas das atividades realizadas pela Biblioteca Escolar.
Isaura Pereira
Coordenadora da Biblioteca Escolar

A biblioteca vai à sala

Esta atividade, dirigida especialmente a todas as turmas do 8º ano, decorreu da análise feita do registo diário da biblioteca onde se verificou a parca frequência do 8º ano naquele espaço. Portanto, e como diz o povo e com razão, "Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé.". Deste modo, a biblioteca levou às salas de aula algumas propostas de leitura que puderam ser requisitadas no local. Penso que, pelo número de requisições feitas, granjeámos algumas simpatias e que seremos bem-vindos no 2º período ou serão eles a ir à biblioteca?! Deixamos a dica dos "Lusitubers", no Youtube, onde jovens, de uma forma muito descontraída, apresentam a sua opinião sobre leituras que fizeram.

Feira do Livro Usado

Decorreu de 23 de novembro até 9 de dezembro a "Feira do Livro Usado" na biblioteca da escola. Ali, a comunidade escolar teve oportunidade de comprar livros em bom estado de conservação a ótimos preços. Além disso, também havia um cantinho de blocos de notas que foram feitos pela nossa equipa de restauro de livros a partir da reciclagem de materiais bem ao lema "Nada se perde, tudo se transforma". O dinheiro obtido reverterá a favor do orçamento da BE e será, com certeza, bem gasto na aquisição de novos livros. Fica aqui o nosso bem-haja a todos os que colaboraram nesta atividade, tanto os que trouxeram livros como os que os compraram, porque, sem esta preciosa ajuda, a feira não teria tido tanto sucesso. 

A princesa e o cérebro que sentia demais

No dia 24 de novembro terminou mais uma aventura do 1º módulo do projeto "Newton gostava de ler!". À semelhança do que tinha acontecido no ano letivo transato, foram convidadas quatro turmas do 7º ano para conhecerem a nossa princesa cujo cérebro lhe pregava umas partidas e fazia com ela fosse extraordinariamente sensível. Esta sensibilidade exagerada deu o mote à parte experimental que se focou no sentido da visão. Assim, ficámos a saber que o efeito 3D pode ser obtido através da difração da luz auxiliada por uns óculos com a tecnologia ChromaDepth. Engana-se quem julga tratar-se dos óculos utilizados no cinema, porque esta é uma forma de obter o 3D através de uma técnica diferente. Portanto, através do fenómeno da difração da luz, o nosso cérebro pode ser enganado e, tal como a princesa, vemos as cores a ganhar volume.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

À descoberta da Biblioteca ESDR

À descoberta da Biblioteca ESDR
 
A equipa da Biblioteca e as alunas do curso profissional de BAD, do 12º ano, promoveram uma visita guiada à Biblioteca para os novos alunos da nossa escola. Com os objetivos de melhor compreender a organização geral deste espaço, distinguir e preencher os diferentes tipos de documentos existentes, saber as valências e/ou serviços que têm à disposição, passaram pelas nossas instalações as 13 turmas do 7º ano.Para além disto, realizaram um bibliopaper onde puderam demonstrar tudo aquilo que tinham aprendido.

Houve animação e entusiasmo!  A equipa vencedora foi do 7ºB: Bernardo Alves, Filipe Silva, João Frias e José Medeiros, que resolveu o questionário de forma exemplar. Parabéns aos vencedores!

Agora, caro leitor, lanço um desafio a si. Ora veja se consegue descobrir a que livro pertence esta cota: EMP 82(469)-31 QUE/mai

Vou dar uma ajuda! É um romance, (-31) que a biblioteca pode emprestar (EMP), de um dos vultos maiores da nossa (469) literatura (82). Já sabe? Ainda bem, porque é um livro imperdível! Boas leituras!

A Biblioteca apresenta…

Newton gostava de ler…nos Açores!

Será que o nosso cérebro nos engana? Foi esta a pergunta que serviu de mote à realização do módulo Difrar'arte do projeto Newton gostava de ler!. Que projeto será esse que entusiasmou todos os alunos do 7º ano? É um projeto que alia a promoção da leitura ao desenvolvimento da cultura científica. O ponto de partida é a leitura de um texto literário do qual se podem criar pontes para a realização de pequenas ações experimentais concretizáveis em bibliotecas escolares.

Deste modo, todas as turmas do 7º ano tiveram a oportunidade de ouvir o conto A Princesa e o cérebro que sentia demais da autoria de Marta Condesso (Fábrica Centro de Ciência Viva, Aveiro). Os alunos intervinham na história de uma forma lúdica, uma vez que eram convidados a fazer gestos cada vez que uma personagem era nomeada. É necessário dizer que esta princesa era muito especial, porque se assustava com muita facilidade e nem os presentes fantásticos dos majestosos pretendentes, os príncipes vindos dos quatro cantos do mundo, conseguiram conquistá-la. Um desses presentes era um par de óculos mágicos que permitia ver as cores de um quadro todas em movimento. E aqui estava a ligação à parte experimental que falava do fenómeno da difração da luz. Com os óculos mágicos da princesa, os óculos Chromadepth 3D, os alunos foram estimulados a fazer várias experiências que demonstraram que as cores podem criar o efeito 3D, um efeito de profundidade que na realidade não existe. Portanto, parece que, afinal, o nosso cérebro se deixa enganar.
 
Toda a atividade decorreu de forma entusiástica e mostrou que a biblioteca escolar também é um espaço de ciência. 
 
Agora é só esperar por janeiro e ver qual a próxima aventura literário-científica que vai pôr a Biblioteca a mexer!

Temos também propostas de leitura no nosso Stand das novidades e no Cantinho das comemorações e leituras.
 

Vem descobrir-nos!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Contra o esquecimento na Biblioteca da ESDR

Na Biblioteca da ESDR, os alunos de Literatura Portuguesa apresentaram as suas leituras dos Contos de Maria de Fátima Borges.

O evento teve lugar no passado dia 5 de fevereiro, nas novas instalações da biblioteca escolar, numa iniciativa da coordenadora da biblioteca, Dra. Ana Isabel Serpa, em parceria com o departamento de línguas românicas.


Num interessante volume de 1993 intitulado Do Corvo a Santa Maria, Joaquim Manuel Magalhães recorda, nestes termos, a jovem que conheceu na Universidade de Coimbra em 1962, recém-chegada da ilha: "Havia entre nós uma única pessoa com quem pude conversar, disparatar, presumir. Vinha da Ribeira Grande e chamava-se Maria de Fátima Borges". 

Autora de dezenas de contos e ensaios dispersos pela imprensa periódica e por revistas literárias regionais, nacionais e estrangeiras, a contística de Maria de Fátima Borges ocupa um lugar singular no panorama da literatura portuguesa contemporânea, merecedora de um aprofundado estudo de conjunto que tarda em aparecer. Recorde-se (sem pretensão de querermos ser exaustivos) a sua colaboração na revista literária Quimera (de Barcelona), na Verlag Folk und Welt (de Berlim), na Revista K, na Telhados de Vidro e As escadas não têm degraus, na Arquipélago, da Universidade dos Açores, e no "Pulsar, Suplemento de Cultura, Artes e Letras" do Açoriano Oriental, nos anos 80 e 90. Mais recentemente, surge também representada na Antologia bilingue de autores açorianos contemporâneos, coordenada por Helena Chrystello e Rosário Girão. Mas convém não esquecer que lhe pertence a única representação feminina na Antologia panorâmica do conto açoriano, organizada por João de Melo em 1978, com o penetrante conto intitulado "Quase". A cor cíclame e os desertos (de 1989), há muito fora de mercado, é o volume que congrega a sua maior coletânea de contos.
Em molde de aula aberta, os alunos de literatura portuguesa expuseram as suas reações pessoais aos contos lidos, recontando intrigas, algumas banais, outras incomuns ou surpreendentes. E encantaram uma audiência de seis dezenas de colegas do secundário, despertando-lhes o entusiasmo para a leitura desses e de outros contos da autora. Aqui vão, para memória futura, os títulos dos contos que foram objeto da atenção dos alunos e os nomes dos oradores que lhes deram as honras devidas: "Vai chover amanhã!", Catarina Barbosa; "Deotilde da Assomada, virgem e mártir", Ana Lima; "Herança", Mariana Borges; "Lembrança", Rafaela Ambrózio; "O rei", Bianca Cabral; "Limiares", Teresa Pereira; "Quase", Diana Oliveira; "Estátua", Jéssica Botelho; "A cor cíclame e os desertos", Henrique Santos.


A sessão terminaria com a leitura integral e imprevista (porque não programada) deste último conto que dá título à coletânea, pela voz expressiva e esfuziante do Henrique Santos.

Professora Luísa Linhares