sexta-feira, 31 de julho de 2015

Projeto de 8º A e B: Partilha de Livros

Devemos partilhar os nossos livros e experiências de leituras, pois desta forma contribuímos para que a leitura passe a ser um hábito cada vez mais frequente na vida dos jovens. A meu ver, doar um livro que lemos é um ato de enorme altruísmo, visto que proporcionamos a outros leitores a oportunidade de acederem a um mundo misterioso de fantasia, ou a novas aprendizagens e conhecimentos.

De facto, partilhar livros diminui os custos que a leitura frequente implica e isso faz com que muitas pessoas não desistam de ler. Por exemplo, os amigos que trocam livros entre si facilmente mantêm o hábito de ler, porque não têm de comprar todos os livros que desejam ler. Esta doação também pode ser feita para países mais carenciados, de modo a possibilitar às pessoas com maiores dificuldades financeiras o acesso aos livros e assim motivá-las a ler. Não será gratificante contribuir para que outros não deixem de ler? Ademais, a partilha de livros é também fundamental à promoção da leitura junto de pessoas que, embora possam comprar livros, não leem habitualmente. Com efeito, uma pessoa que fala dos livros que lê e se predispõe a emprestá-los contribui para criar nos outros o desejo de ler. Da mesma forma, os alunos que fazem exposições orais sobre as suas leituras costumam despertar a curiosidade em colegas que leem pouco. Concluindo, vamos partilhar os nossos livros e as nossas experiências de leitura a fim de incentivar outras pessoas a se interessarem por ler e a se deixarem cativar pelos aprazíveis e enigmáticos mundos resguardados nos livros.


“MÍTICOS ANOS 60”

O Grupo de História do departamento de Ciências Humanas da Escola Secundária Domingos Rebelo levou a cabo, no passado dia 28 de maio, no Anfiteatro da Escola, um projeto inserido no plano anual de atividades que pretendeu recriar os míticos anos 60, temática abordada nos programas dos 9.º e 12.º anos quer no contexto coloquial promovido pelos professores na aula, quer em trabalhos de grupo elaborados e apresentados pelos próprios alunos.

Depois de, no ano letivo transato, se ter privilegiado um tema do século XIX, optou-se, no presente ano letivo, por uma das épocas mais emblemáticas do século XX que espelha as grandes transformações do segundo pós-guerra. A Europa, destruída pela Guerra, não tinha condições para liderar a política internacional, nem o processo civilizacional. Caberia, assim, aos EUA a condução do Ocidente nos mais diversos domínios. Em Nova Iorque, considerada capital do mundo sem fronteiras, produzir-se-iam as alterações mais significativas. A América acolheu e incentivou os artistas e cientistas europeus que, após a tomada de Paris pelos nazis, para lá emigraram, como por exemplo, Chagall, Gropius, Mondrian, Max Ernest, Salvador Dali, entre outros. A Escola de Nova Iorque passou, então, a ser grande responsável pela dinamização das artes no pós-guerra ao juntar estes artistas europeus com os talentos americanos.

No campo científico e tecnológico, destacaram-se a Física, a Química e a Biologia com a produção da energia nuclear, os avanços na eletrónica, na cibernética, nos progressos médicos e alimentares com a criação de famílias de plantas fortes e mais produtivas. Os avanços na agronomia e nas técnicas reprodutivas iniciaram-se em 1962 com a Revolução Verde, no México. O balanço final da evolução científico-tecnológica foi positivo, tendo levado ao aumento da esperança de vida e permitindo a que a Humanidade ficasse, como nunca, interligada por uma rede de comunicações, tornando a Terra numa aldeia global.

Nos anos 60, os filósofos procuraram o sentido da existência humana – existencialismo de Jean Paul Sartre. A arte apelou à reflexão filosófica e à busca de um sentido para a vida. A literatura passou a refletir a crise provocada pelas duas guerras mundiais, pelo totalitarismo, pelas crueldades do Holocausto e pelo terror da bomba atómica. O existencialismo influenciou igualmente o cinema, o Jazz, as artes plásticas, assim como os hábitos de vida dos jovens no pós-guerra. Deste modo, os jovens foram os pioneiros na crítica aos valores tradicionais burgueses, procurando a liberdade pessoal e alterando os seus estilos de vida. Por um lado, assistia-se ao elogio da prosperidade e o consumismo e, por outro lado, criticava-se o individualismo e a desumanização. Pairava no ar o medo de um conflito nuclear, sobretudo aquando da crise dos mísseis de Cuba em 1962.

Neste contexto, surgiram Os Amigos da Terra e a Greenpeace, organizações com o objetivo de alertar para o superpovoamento do Planeta, para a necessidade de redução das experiências nucleares e para o problema da poluição e do esgotamento dos recursos naturais.

As contestações juvenis serão, de ora em diante, poderosos movimentos protagonizados por jovens. O Baby Boom do pós-Guerra determinara a existência, no mundo Ocidental, de um excedente considerável número de jovens que procuraram um estilo de vida diferente do dos seus pais. Ao ocuparem Universidades nos EUA (em S. Francisco e Nova Iorque), em 1964, pretenderam mudanças radicais no funcionamento dos cursos. O Maio de 68, que se iniciou em Paris e atingiu o resto da Europa, foi uma revolta sem precedentes. Os estudantes denunciaram a falta de condições das Universidades, onde os professores e as instalações escasseavam face ao boom das inscrições, mas clamavam, também, contra a guerra do Vietname, o imperialismo norte-americano e o totalitarismo soviético. Rapidamente a crise ganhou foros de sublevação social e política com greves e ocupações de fábricas. O Maio de 68, apesar de reprimido pelas forças de segurança, tornou-se o símbolo de um combate em que se amalgamaram o conflito de gerações, o descontentamento social e a reação ao autoritarismo.

Os movimentos estudantis também se fizeram pelo apoio à luta dos negros pela conquista de direitos civis e pela emancipação da mulher. Os jovens abandonaram os lares paternos e passaram a levar uma vida alternativa em comunas. Adeptos da liberdade sexual, do amor livre e amantes da paz com o slogan “make love not war”, os hippies evidenciaram total despojamento e despreocupação, visíveis no vestuário leve, colorido e florido, nos cabelos soltos e compridos, nos pés frequentemente descalços, no consumo de drogas que os libertavam da terra e conduziam ao “paraíso”. Assumiram-se, então, como protagonistas de uma contra cultura.

A música, produzida nesta época, reflete igualmente a rebeldia juvenil. O Rock and Roll exprime o anticonformismo de uma nova juventude e combina os ritmos afro-americanos com a música country. Os Beatles, em 1963, ocupam um dos lugares cimeiros dos tops musicais britânicos. A juventude americana rende-se – era a beatlemania. Os Rolling Stones, Bob Dylan, Donovan aproximam o rock à música folk. As canções converteram-se num instrumento de crítica social e política no que diz respeito à pobreza, ao racismo, à destruição da Natureza, às armas nucleares e à Guerra do Vietname, entre outras.

Após esta contextualização histórica, os alunos assistiram a uma emissão de rádio ao vivo, da responsabilidade do Engenheiro Paulo Bermonte, que os levou a conhecer as músicas mais representativas da sociedade norte-americana saída da II Guerra Mundial, colocando ênfase no rock’N’roll.

A manhã do dia 28 de maio terminou em apoteose com a atuação do grupo musical “Os Académicos” que criou, desde logo, empatia com o público estudantil presente. Este dia dedicado aos anos 60, terminou com a atuação do nosso colega Mário Miranda, à guitarra, e o dueto dos professores Adriana Viveiros e Valeriano Correia como vocalistas, assim como com os nossos alunos do 7.º Ano, da disciplina de dança, que nos presentearam com danças da época coreografados pelas docentes Patrícia Costa e Maria Antónia Bermonte.

O nosso agradecimento a todos os que contribuíram para que os alunos de História tivessem a oportunidade de, além de revisitarem os anos 60 através da música, terem usufruído de momentos de pleno divertimento.

terça-feira, 16 de junho de 2015

SCRATCH CHALLENGE – imaginar, aprender e partilhar

Os alunos do 12ºE, Catarina Ferreira de Amaral Melo,  Maria Elisabete Brum Cabral Melo e Bruno Oliveira Soares, obtiveram o 3º lugar no concurso de programação nacional “SCRATCH CHALLENGE – imaginar, aprender e partilhar”, promovido pelo Centro de Competência TIC da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal através do seu projeto EduScratch e da Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI), em parceria com a Direção-Geral da Educação. 


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Futebol em Festa 2015

Realizou-se no dia 25 de maio mais uma edição do torneio "Futebol em Festa" que voltou a acontecer no campo relvado do complexo desportivo do Lagedo, tal como inicialmente tinha sido idealizado. Foi este facto, aliás, que ajudou a dar nome ao evento. Trata-se, efetivamente, de uma verdadeira festa para os nossos alunos poder jogar naquele campo de relva natural que normalmente está inacessível à disciplina de Educação Física. 

Esta edição de 2015 foi, ainda, abençoada pelo magnífico tempo que se fez sentir. O sol brilhou desde o primeiro minuto e esteve sempre presente durante toda a competição.

O torneio teve um total de 24 jogos e envolveu a participação de 202 alunos, 29 raparigas e 173 rapazes. Os rapazes competiram em dois escalões, infantis/iniciados e juniores/séniores, num sistema de eliminação direta, e as raparigas competiram num escalão único numa série de todas contra todas. 

Resultados

Masculinos

infantis/iniciados

1º - Bretanha


juniores/
séniores

1º - Poderosos


Femininos


1º - LasCraques


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Domingos Rebelo participa nas Olimpíadas da Física

No dia 18 de Abril realizou-se na Universidade dos Açores a Fase Regional das Olimpíadas de Física, Escalão A e B. Contou com a presença de 10 escolas de toda a Região Autónoma dos Açores. No Escalão B, o primeiro lugar foi atribuído ao aluno Rodrigo Pacheco Câmara, da Escola Secundária Domingos Rebelo, ficando em segundo lugar o aluno Tomás Rocha Fontes da Escola Secundária das Velas, e em terceiro lugar a aluna Isabel Jordão de Sousa da Escola Secundária Antero de Quental. Os três vencedores deste escalão irão participar na Fase Nacional a ter lugar em Lisboa nos dias 5 e 6 de Junho. Os vencedores a nível Nacional irão participar nas Olimpíadas Internacionais a realizar em Mumbai, na Índia, e posteriormente o vencedor das mesmas irá concorrer nas Olimpíadas Ibero-Americanas 2015, a realizar em setembro de 2015 no Cochabamba, Bolívia.

Um artigo do Projeto "Fora de Portas"

Intercâmbio Eco-Escolas e Ações de Sensibilização da EDA

Programa Eco-Escolas da Escola Secundária Domingos Rebelo: Intercâmbio Eco-Escolas e Ações de Sensibilização da EDA.

No passado dia 10 de abril de 2015, houve um intercâmbio entre as Escolas Secundárias da Povoação, das Laranjeiras e da Domingos Rebelo, no âmbito do Programa Eco-Escolas, que envolveu a deslocação à ESDR de turmas de OPIA e Uneca oriundas das escolas secundárias da Povoação e das Laranjeiras e as turmas do 7º D, H; 8º G, I; 9º A, D; 10º GAM1, GAM2; 11º E; 12º GAM e 1Dov da ESDR. As eco-escolas estiveram representadas pelos respetivos coordenadores do Programa Eco-Escola, respetivamente, os professores Mª de Fátima Costa, Sérgio Silva e Manuel Ruas da Silva. O encontro proporcionou a partilha e a aquisição de saberes e técnicas, que permitiram aplicar procedimentos práticos em aprendizagens flexíveis e eficazes, aumentando a autoestima dos alunos. Os trabalhos desenvolvidos nesta iniciativa consistiram numa reflexão, consolidação e aplicação de conhecimentos sobre a importância da preservação da Floresta Laurissilva e do meio ambiente açoriano, bem como dos tratamentos à fauna e flora açorianas. 


Nos dias 15, 16 e 17 de abril, os engºs da EDA Paulo Bermonte, Carlos Martins e António Magalhães, deslocaram-se à ESDR ao abrigo do Programa Eco-Escolas, convidados pelo coordenador do projeto na ESDR, prof.º Manuel Ruas da Silva, e dinamizaram várias sessões de sensibilização, direcionadas a toda a comunidade educativa, incluindo as turmas do 7º F; 8º C, D, G, I; 9º C, D, E, F, G, H; 9º OI; 10º F; 10º EAC1; 11º TEL e 11º I e encarregados de educação, para promoverem a racionalização e eficiência energética no contexto regional. Foram abordados os temas: "o papel da EDA e a sua importância na Região", "as Energias Renováveis nos Açores e a importância da EDA", "as tarifas eficientes", "os equipamentos domésticos mais eficientes" e "a mobilidade elétrica".

Professora: Ana Maio