quarta-feira, 25 de março de 2015

Comemoração do 1.º Centenário da Revista Orpheu

O Departamento de Línguas Românicas da ESDR, nas pessoas dos docentes que lecionam a disciplina de Português ao 12.º ano, promoveram, entre 16 e 20 de março, a Comemoração do 1.º Centenário da Revista Orpheu. Para além de uma Exposição "de Cordel" de textos poéticos de alunos do 12.º ano, resultado da recriação ou da imitação de textos de Fernando Pessoa - ortónimo e heterónimos, foram também expostos, na Biblioteca, alguns dos textos de Orpheu 1 e 2 e projetado um documentário sobre a vida e a obra de Fernando Pessoa, produzido e realizado pela Rádio Televisão Portuguesa (RTP1), integrado na série "Os Grandes Portugueses". No dia 17 de março, no Auditório, a Prof.ª Doutora Leonor Sampaio da Silva, DLLM da Universidade dos Açores, apresentou, perante os alunos do 12.º ano e convidados, a palestra "Orfeu: imagens de uma geração em revista". A sessão foi abrilhantada por um momento de recital de poemas de José de Almada Negreiros, Armando Côrtes-Rodrigues, Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa, que pertenceram à geração responsável pela publicação, em 1915, dos dois únicos números da revista Orpheu, órgão difusor do Modernismo português, cujo centenário se pretendeu lembrar com as atividades desenvolvidas. O momento de recital e o momento musical, que terminou a sessão, foram da responsabilidade de alguns alunos do 12.º ano.

Professora Marta Pacheco

Aula Aberta com o Escritor Emanuel Jorge Botelho

No passado dia 19 de fevereiro, registou-se a vinda à Escola Domingos Rebelo do escritor micaelense Emanuel Jorge Botelho que proferiu uma aula aberta sobre a crónica.


Emanuel Jorge Botelho licenciou-se em Ciências Político-Sociais. Foi professor na Escola Básica Integrada Canto da Maia, escola que deu o seu nome à biblioteca. Escritor, poeta, homem culto e apaixonado pelas artes, entre as várias obras editadas, publicou 30 Crónicas e 30 Crónicas II, resultantes da compilação das crónicas que escreveu e publicou no semanário Terra Nostra entre 2008 e 2011. A convite da Doutora Ana Isabel Serpa, coordenadora da biblioteca da referida escola, Emanuel Jorge Botelho, em espaço próprio da biblioteca, teve como público alvo duas turmas do 9º ano e uma do 10º ano. A aula iniciou-se com uma reflexão sobre a crónica, um género de estudo obrigatório nos curricula de Português. Após breve troca de impressões com os alunos sobre a mesma, o escritor procedeu a uma seleção afetiva de algumas das suas crónicas, que leu, seguindo-se um momento aberto à intervenção dos participantes. Questionado sobre os temas abordados, referiu o escritor que muitos dos seus textos em análise tinham resultado de tomadas de notas que ia fazendo no seu dia a dia sobre as mais diversas situações. Daí a diversidade dos temas que vão desde o encontro com um antigo professor à chegada de dois gatos à família.

Foi com muito agrado que, mais uma vez, a Escola recebeu a visita deste ilustre escritor e antigo professor que mantém vivo o gosto pelo ensino e pelo contacto com os alunos.  

Festa da Poesia: Dar vida à Escola e à Palavra

O dia Mundial da Poesia voltou a ser este ano um momento de encontro, de alegria e de festa.

A organização do evento esteve a cargo da equipa da biblioteca, tendo contado com a colaboração do Departamento de Línguas Românicas e com a participação muito significativa de docentes de outros departamentos curriculares bem como dos alunos. Ao longo de vários ensaios, sob a coordenação do ator João Malaquias e da professora Ana Isabel Serpa, os docentes em conjunto com os alunos treinaram a leitura e a declamação de poesia. Embora se tenha dado liberdade de escolha aos participantes, no sentido de lerem textos do seu agrado, conferiu-se destaque aos poemas de Vitorino Nemésio, Antero de Quental, Natália Correia, Emanuel Félix, Renata Correia Botelho, João Pedro Porto, Fernando Martinho Guimarães, Urbano Bettencourt, José Maria Aguiar Carreiro e Leonardo Sousa. Também se decidiu estender a celebração da palavra a outras artes que com ela convivem. Assim, para lá da leitura de poemas, foi com muita honra que um vasto auditório pôde assistir à interpretação de canções, de música e à performance de magias ligadas às palavras. À declamação dos textos o grupo "O Colectivo" juntou a excelente encenação de seis poemas do poeta Leonardo Sousa. Honraram a sua presença na Festa da Poesia no dia 20 de março, na nossa escola, os poetas Emanuel Jorge Botelho, Leonardo Sousa e Fernando Martinho Guimarães. O espetáculo terminou com a atuação do Grupo Recreativo e Cultural da nossa Escola. 


No dia 21 de março, o espetáculo foi levado à Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, instituição que tem uma parceria formalmente assinada com a nossa escola. Os alunos e os professores levaram a família e os amigos. Foram, como sempre, muito bem recebidos. Estando num outro espaço, houve que adaptar a encenação, mas, com entusiasmo, tudo se fez. Não há dúvida de que a alegria da escola é este encontro feliz e eternamente renovado entre o professor e o seu aluno, numa humanidade de quem se constrói na presença do outro. Nesta noite de 21 de março, juntaram-se a nós os poetas Leonardo, João Pedro Porto, Urbano Bettencourt e Fernando Martinho Guimarães. 

O meu mais profundo e sincero agradecimento ao Conselho Executivo da escola, à Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, aos poetas convidados, a "O Colectivo", ao ator João Malaquias, aos professores e alunos envolvidos nestas celebrações e ao pessoal não docente. A palavra poética ecoou viva e comovida. Quem a disse está de parabéns!

Coordenadora da Biblioteca da ESDR Ana Isabel Serpa

Alunos do 12º ano no serviço de Pedopsiquiatria


Em janeiro, os alunos do 12º ano de AED da Domingos Rebelo visitaram o serviço de pedopsiquiatria do Hospital  do Divino Espírito Santo.

Integrado no tema "Saúde Mental Infantil" (Módulo 16), os alunos do 12º ano da Escola Secundária Domingo Rebelo, turma AED, PROFIJ IV, deslocaram-se em finais de janeiro ao serviço de pedopsiquiatria, no Hospital Divino Espírito Santo. Ali foram recebidos pelo pedopsiquiatra, Dr. Bruno Seixas, e pela psicóloga clínica, DR.ª Filipa Duarte. 

Deste modo, puderam "dar luz" às suas dúvidas relativas à saúde mental infantil e consciencializarem-se da importância da mesma na vida de cada um, em geral, e na vida de cada criança, em particular.

Fazer prevenção da saúde mental na infância é fundamental para que, não só tenhamos crianças felizes, mas também para que, no futuro, tenhamos adultos física e psicologicamente saudáveis, pois que parafraseando o velho ditado popular "de pequenino se torce o pepino". 

Sendo a família o elemento mais importante, e próximo, para a criança, ela deve preocupar-se não apenas com a sua saúde física, mas também com a sua saúde mental, já que as duas "andam de mãos dadas", influenciando-se mutuamente.

Embora a sociedade atual ainda seja muito preconceituosa em assumir problemas de natureza mental, prevenir problemas do foro psicológico deve ser um dos objetivos de todos aqueles cuja tarefa consiste em educar crianças.

"Considerando que a Humanidade deve à criança o melhor que tem para dar", Parafraseando a "Declaração dos Direitos da Criança", deve aquela preocupar-se com o desenvolvimento físico, mental e moral da criança, para bem dela e da sociedade em geral.

A coordenação desta atividade teve orientação da professora Manuela Macelo.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

I Simpósio regional de escultura em contexto educativo

Realizou-se no passado dia 6 de novembro de 2014, na Escola Secundária das Laranjeiras, o 1º Simpósio Regional de Escultura em Contexto Educativo, organizado pela APEVT (Associação dos Professores de Educação Visual e Tecnológica) dos Açores, com a colaboração dos docentes Sérgio Silva (Educação Tecnológica), da Escola Secundária das Laranjeiras; Manuel Ruas da Silva (Educação Tecnológica), da Escola Secundária Domingos Rebelo; Vítor Silva (Educação Visual), da Escola Roberto Ivens e Paulo Araújo (Educação Visual), Presidente da referida Associação e professor da Escola Roberto Ivens.
 O formador foi o professor Licínio Sardinha, Professor de Artes Visuais na Escola Secundária da Lagoa, Mestre em Ensino das Artes Visuais, pela Universidade Lusófona e detentor da Licenciatura em Artes Plásticas e Escultura, da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

 
Pretendeu-se com este evento incentivar a responsabilidade das áreas curriculares na esfera de influência da APEVT no âmbito do Currículo Regional de Educação Básica dos Açores, promovendo especialmente a partilha de conhecimentos, contando para o efeito com a colaboração de oradores e com a partilha de experiências práticas entre os docentes dos grupos disciplinares de Educação Visual e Tecnológica, Educação Tecnológica e Artes Visuais, valorizando a escultura em contexto educativo tendo em consideração a Açorianidade.

Professora Ana Cristina Maio

XI Jornadas de Lógica

A tradição ainda é o que era. E a Lógica faz parte da tradição filosófica. Na Escola Secundária Domingos Rebelo decorreu, a 16 de janeiro, a XI Jornada de Lógica, atividade integrada no Plano Anual de Atividades do grupo disciplinar de Filosofia, do Departamento de Ciências Humanas. Em formato de concurso a eliminar, as sete equipas participantes souberam ultrapassar, com manifesto espírito de saudável competitividade e apoio entusiasticamente contido da assistência, as diferentes etapas da atividade. Pôr à prova a consolidação das competências relativas à correta argumentação, foi o principal objetivo que orientou a sessão. A atividade contou com a participação dos alunos das turmas C, D, E, F, I e J do 11º ano.
A Filosofia e os Filósofos

O agradecimento especial à colaboração dos docentes: Filomena Ferreira, Luís Miúdo, Alberto Gomes e Fernando Guimarães.

Contra o esquecimento na Biblioteca da ESDR

Na Biblioteca da ESDR, os alunos de Literatura Portuguesa apresentaram as suas leituras dos Contos de Maria de Fátima Borges.

O evento teve lugar no passado dia 5 de fevereiro, nas novas instalações da biblioteca escolar, numa iniciativa da coordenadora da biblioteca, Dra. Ana Isabel Serpa, em parceria com o departamento de línguas românicas.


Num interessante volume de 1993 intitulado Do Corvo a Santa Maria, Joaquim Manuel Magalhães recorda, nestes termos, a jovem que conheceu na Universidade de Coimbra em 1962, recém-chegada da ilha: "Havia entre nós uma única pessoa com quem pude conversar, disparatar, presumir. Vinha da Ribeira Grande e chamava-se Maria de Fátima Borges". 

Autora de dezenas de contos e ensaios dispersos pela imprensa periódica e por revistas literárias regionais, nacionais e estrangeiras, a contística de Maria de Fátima Borges ocupa um lugar singular no panorama da literatura portuguesa contemporânea, merecedora de um aprofundado estudo de conjunto que tarda em aparecer. Recorde-se (sem pretensão de querermos ser exaustivos) a sua colaboração na revista literária Quimera (de Barcelona), na Verlag Folk und Welt (de Berlim), na Revista K, na Telhados de Vidro e As escadas não têm degraus, na Arquipélago, da Universidade dos Açores, e no "Pulsar, Suplemento de Cultura, Artes e Letras" do Açoriano Oriental, nos anos 80 e 90. Mais recentemente, surge também representada na Antologia bilingue de autores açorianos contemporâneos, coordenada por Helena Chrystello e Rosário Girão. Mas convém não esquecer que lhe pertence a única representação feminina na Antologia panorâmica do conto açoriano, organizada por João de Melo em 1978, com o penetrante conto intitulado "Quase". A cor cíclame e os desertos (de 1989), há muito fora de mercado, é o volume que congrega a sua maior coletânea de contos.
Em molde de aula aberta, os alunos de literatura portuguesa expuseram as suas reações pessoais aos contos lidos, recontando intrigas, algumas banais, outras incomuns ou surpreendentes. E encantaram uma audiência de seis dezenas de colegas do secundário, despertando-lhes o entusiasmo para a leitura desses e de outros contos da autora. Aqui vão, para memória futura, os títulos dos contos que foram objeto da atenção dos alunos e os nomes dos oradores que lhes deram as honras devidas: "Vai chover amanhã!", Catarina Barbosa; "Deotilde da Assomada, virgem e mártir", Ana Lima; "Herança", Mariana Borges; "Lembrança", Rafaela Ambrózio; "O rei", Bianca Cabral; "Limiares", Teresa Pereira; "Quase", Diana Oliveira; "Estátua", Jéssica Botelho; "A cor cíclame e os desertos", Henrique Santos.


A sessão terminaria com a leitura integral e imprevista (porque não programada) deste último conto que dá título à coletânea, pela voz expressiva e esfuziante do Henrique Santos.

Professora Luísa Linhares