quarta-feira, 25 de março de 2015

Festa da Poesia: Dar vida à Escola e à Palavra

O dia Mundial da Poesia voltou a ser este ano um momento de encontro, de alegria e de festa.

A organização do evento esteve a cargo da equipa da biblioteca, tendo contado com a colaboração do Departamento de Línguas Românicas e com a participação muito significativa de docentes de outros departamentos curriculares bem como dos alunos. Ao longo de vários ensaios, sob a coordenação do ator João Malaquias e da professora Ana Isabel Serpa, os docentes em conjunto com os alunos treinaram a leitura e a declamação de poesia. Embora se tenha dado liberdade de escolha aos participantes, no sentido de lerem textos do seu agrado, conferiu-se destaque aos poemas de Vitorino Nemésio, Antero de Quental, Natália Correia, Emanuel Félix, Renata Correia Botelho, João Pedro Porto, Fernando Martinho Guimarães, Urbano Bettencourt, José Maria Aguiar Carreiro e Leonardo Sousa. Também se decidiu estender a celebração da palavra a outras artes que com ela convivem. Assim, para lá da leitura de poemas, foi com muita honra que um vasto auditório pôde assistir à interpretação de canções, de música e à performance de magias ligadas às palavras. À declamação dos textos o grupo "O Colectivo" juntou a excelente encenação de seis poemas do poeta Leonardo Sousa. Honraram a sua presença na Festa da Poesia no dia 20 de março, na nossa escola, os poetas Emanuel Jorge Botelho, Leonardo Sousa e Fernando Martinho Guimarães. O espetáculo terminou com a atuação do Grupo Recreativo e Cultural da nossa Escola. 


No dia 21 de março, o espetáculo foi levado à Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, instituição que tem uma parceria formalmente assinada com a nossa escola. Os alunos e os professores levaram a família e os amigos. Foram, como sempre, muito bem recebidos. Estando num outro espaço, houve que adaptar a encenação, mas, com entusiasmo, tudo se fez. Não há dúvida de que a alegria da escola é este encontro feliz e eternamente renovado entre o professor e o seu aluno, numa humanidade de quem se constrói na presença do outro. Nesta noite de 21 de março, juntaram-se a nós os poetas Leonardo, João Pedro Porto, Urbano Bettencourt e Fernando Martinho Guimarães. 

O meu mais profundo e sincero agradecimento ao Conselho Executivo da escola, à Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, aos poetas convidados, a "O Colectivo", ao ator João Malaquias, aos professores e alunos envolvidos nestas celebrações e ao pessoal não docente. A palavra poética ecoou viva e comovida. Quem a disse está de parabéns!

Coordenadora da Biblioteca da ESDR Ana Isabel Serpa

Alunos do 12º ano no serviço de Pedopsiquiatria


Em janeiro, os alunos do 12º ano de AED da Domingos Rebelo visitaram o serviço de pedopsiquiatria do Hospital  do Divino Espírito Santo.

Integrado no tema "Saúde Mental Infantil" (Módulo 16), os alunos do 12º ano da Escola Secundária Domingo Rebelo, turma AED, PROFIJ IV, deslocaram-se em finais de janeiro ao serviço de pedopsiquiatria, no Hospital Divino Espírito Santo. Ali foram recebidos pelo pedopsiquiatra, Dr. Bruno Seixas, e pela psicóloga clínica, DR.ª Filipa Duarte. 

Deste modo, puderam "dar luz" às suas dúvidas relativas à saúde mental infantil e consciencializarem-se da importância da mesma na vida de cada um, em geral, e na vida de cada criança, em particular.

Fazer prevenção da saúde mental na infância é fundamental para que, não só tenhamos crianças felizes, mas também para que, no futuro, tenhamos adultos física e psicologicamente saudáveis, pois que parafraseando o velho ditado popular "de pequenino se torce o pepino". 

Sendo a família o elemento mais importante, e próximo, para a criança, ela deve preocupar-se não apenas com a sua saúde física, mas também com a sua saúde mental, já que as duas "andam de mãos dadas", influenciando-se mutuamente.

Embora a sociedade atual ainda seja muito preconceituosa em assumir problemas de natureza mental, prevenir problemas do foro psicológico deve ser um dos objetivos de todos aqueles cuja tarefa consiste em educar crianças.

"Considerando que a Humanidade deve à criança o melhor que tem para dar", Parafraseando a "Declaração dos Direitos da Criança", deve aquela preocupar-se com o desenvolvimento físico, mental e moral da criança, para bem dela e da sociedade em geral.

A coordenação desta atividade teve orientação da professora Manuela Macelo.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

I Simpósio regional de escultura em contexto educativo

Realizou-se no passado dia 6 de novembro de 2014, na Escola Secundária das Laranjeiras, o 1º Simpósio Regional de Escultura em Contexto Educativo, organizado pela APEVT (Associação dos Professores de Educação Visual e Tecnológica) dos Açores, com a colaboração dos docentes Sérgio Silva (Educação Tecnológica), da Escola Secundária das Laranjeiras; Manuel Ruas da Silva (Educação Tecnológica), da Escola Secundária Domingos Rebelo; Vítor Silva (Educação Visual), da Escola Roberto Ivens e Paulo Araújo (Educação Visual), Presidente da referida Associação e professor da Escola Roberto Ivens.
 O formador foi o professor Licínio Sardinha, Professor de Artes Visuais na Escola Secundária da Lagoa, Mestre em Ensino das Artes Visuais, pela Universidade Lusófona e detentor da Licenciatura em Artes Plásticas e Escultura, da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

 
Pretendeu-se com este evento incentivar a responsabilidade das áreas curriculares na esfera de influência da APEVT no âmbito do Currículo Regional de Educação Básica dos Açores, promovendo especialmente a partilha de conhecimentos, contando para o efeito com a colaboração de oradores e com a partilha de experiências práticas entre os docentes dos grupos disciplinares de Educação Visual e Tecnológica, Educação Tecnológica e Artes Visuais, valorizando a escultura em contexto educativo tendo em consideração a Açorianidade.

Professora Ana Cristina Maio

XI Jornadas de Lógica

A tradição ainda é o que era. E a Lógica faz parte da tradição filosófica. Na Escola Secundária Domingos Rebelo decorreu, a 16 de janeiro, a XI Jornada de Lógica, atividade integrada no Plano Anual de Atividades do grupo disciplinar de Filosofia, do Departamento de Ciências Humanas. Em formato de concurso a eliminar, as sete equipas participantes souberam ultrapassar, com manifesto espírito de saudável competitividade e apoio entusiasticamente contido da assistência, as diferentes etapas da atividade. Pôr à prova a consolidação das competências relativas à correta argumentação, foi o principal objetivo que orientou a sessão. A atividade contou com a participação dos alunos das turmas C, D, E, F, I e J do 11º ano.
A Filosofia e os Filósofos

O agradecimento especial à colaboração dos docentes: Filomena Ferreira, Luís Miúdo, Alberto Gomes e Fernando Guimarães.

Contra o esquecimento na Biblioteca da ESDR

Na Biblioteca da ESDR, os alunos de Literatura Portuguesa apresentaram as suas leituras dos Contos de Maria de Fátima Borges.

O evento teve lugar no passado dia 5 de fevereiro, nas novas instalações da biblioteca escolar, numa iniciativa da coordenadora da biblioteca, Dra. Ana Isabel Serpa, em parceria com o departamento de línguas românicas.


Num interessante volume de 1993 intitulado Do Corvo a Santa Maria, Joaquim Manuel Magalhães recorda, nestes termos, a jovem que conheceu na Universidade de Coimbra em 1962, recém-chegada da ilha: "Havia entre nós uma única pessoa com quem pude conversar, disparatar, presumir. Vinha da Ribeira Grande e chamava-se Maria de Fátima Borges". 

Autora de dezenas de contos e ensaios dispersos pela imprensa periódica e por revistas literárias regionais, nacionais e estrangeiras, a contística de Maria de Fátima Borges ocupa um lugar singular no panorama da literatura portuguesa contemporânea, merecedora de um aprofundado estudo de conjunto que tarda em aparecer. Recorde-se (sem pretensão de querermos ser exaustivos) a sua colaboração na revista literária Quimera (de Barcelona), na Verlag Folk und Welt (de Berlim), na Revista K, na Telhados de Vidro e As escadas não têm degraus, na Arquipélago, da Universidade dos Açores, e no "Pulsar, Suplemento de Cultura, Artes e Letras" do Açoriano Oriental, nos anos 80 e 90. Mais recentemente, surge também representada na Antologia bilingue de autores açorianos contemporâneos, coordenada por Helena Chrystello e Rosário Girão. Mas convém não esquecer que lhe pertence a única representação feminina na Antologia panorâmica do conto açoriano, organizada por João de Melo em 1978, com o penetrante conto intitulado "Quase". A cor cíclame e os desertos (de 1989), há muito fora de mercado, é o volume que congrega a sua maior coletânea de contos.
Em molde de aula aberta, os alunos de literatura portuguesa expuseram as suas reações pessoais aos contos lidos, recontando intrigas, algumas banais, outras incomuns ou surpreendentes. E encantaram uma audiência de seis dezenas de colegas do secundário, despertando-lhes o entusiasmo para a leitura desses e de outros contos da autora. Aqui vão, para memória futura, os títulos dos contos que foram objeto da atenção dos alunos e os nomes dos oradores que lhes deram as honras devidas: "Vai chover amanhã!", Catarina Barbosa; "Deotilde da Assomada, virgem e mártir", Ana Lima; "Herança", Mariana Borges; "Lembrança", Rafaela Ambrózio; "O rei", Bianca Cabral; "Limiares", Teresa Pereira; "Quase", Diana Oliveira; "Estátua", Jéssica Botelho; "A cor cíclame e os desertos", Henrique Santos.


A sessão terminaria com a leitura integral e imprevista (porque não programada) deste último conto que dá título à coletânea, pela voz expressiva e esfuziante do Henrique Santos.

Professora Luísa Linhares

5º Campeonato Regional de Jogos Matemáticos

No passado dia 23 de janeiro realizou-se o 5º Campeonato Regional de Jogos Matemáticos. Este campeonato foi promovido e realizado pela AMIL e decorreu no Coliseu Micaelense, entre as dez e as treze horas. A Escola Secundária Domingos Rebelo foi representada por nove alunos do 3º ciclo e seis do secundário. Este evento teve a participação de 142 alunos das escolas básicas e secundárias da ilha de S. Miguel, divididos em quatro categorias, de acordo com o respetivo ciclo de ensino. A participação foi entusiástica e muito renhida. Embora os concorrentes da Domingos Rebelo tenham arrecadado apenas uma medalha, tiveram uma boa prestação. O nosso vencedor foi o Gonçalo Costa, do 7ºA, que se estreou no campeonato no jogo Produto. Este ano foi a primeira vez que este jogo foi integrado na categoria 3, ou seja, a que se destina a alunos do 3º ciclo.



Valeu a pena pela experiência, nova para alguns estreantes, e pelo convívio salutar e espírito desportivo evidenciado por todos. Foi uma excelente oportunidade para demonstrar que a atividade matemática tem uma vertente lúdica, interessante e livre da carga negativa que lhe está sempre associada, e que permite juntar num só espaço alunos do 1º ciclo ao 12º ano, unidos pelo mesmo entusiasmo.

Professora: Lídia Bilhete

Matemática Solidária

No âmbito do Plano Anual de Atividades, decorreu, no dia 16 de dezembro, no auditório da escola, a atividade “Matemática solidária”.
 
O grupo de docentes do Departamento de Matemática e Expressões, constituído pelos elementos Armando Branco, José Jacinto Silva, Lúcia Medina, Mário Jorge Cabral, Paula Fraga e Venília Amaral, organizou a atividade "Matemática Solidária". Vivemos num mundo complexo, controverso, multicultural e em constante mudança, por isso, é essencial uma educação em valores fundamentais como a tolerância, a solidariedade, a responsabilidade, a cooperação, o respeito pela natureza, o sentido de justiça e o espírito crítico.


Conscientes de que as emoções desempenham um papel importante na aprendizagem da Matemática, é de destacar a forte relação que se estabelece entre cognição e afetividade. A afetividade e a cognição caminham de mãos dadas no processo de aprendizagem, pois o homem é um "todo" completo e indissolúvel. Quando uma pessoa se propõe a fazer uma atividade matemática ela não deixa o emotivo e se torna apenas cognitivo, ela é emoção e cognição. A ação de realizar uma atividade matemática envolve a componente afetiva. Na realização de uma tarefa matemática, a pessoa traz toda sua experiência e história de vida. Por isso, a atividade " Matemática Solidária " pretendeu abrir horizontes para um ensino da Matemática diferente em que as emoções e sentimentos estão presentes; "não é a razão que justifica a preocupação pelo outro, mas é a emoção."


Assim, a atividade teve como objetivo despertar emoções e sentimentos com uma mensagem interativa entre as ideias e os conteúdos matemáticos e a conceção que cada um de nós tem sobre a solidariedade. Para tal, projetámos um jogo, tipo "jogo social" com imagem, vídeo, música, modelação matemática, encenação e sombras chinesas. Ainda, no decorrer da atividade, os alunos entregaram a quatro Instituições de Solidariedade Social material escolar que tinha sido angariado junto da comunidade escolar.

É de salientar o enorme empenho, espírito de equipa, organização e disciplina demonstrado pelos alunos durante a atividade.

Atividades desta natureza são importantes e devem continuar a ser desenvolvidas para que nos tornem mais conscientes e solidários na nossa família, na sala de aula, na escola, na rua, enfim… nos espaços da nossa ação enquanto pessoas/indivíduos.

Departamento de Matemática