quarta-feira, 24 de setembro de 2008

“Bandeira Verde 2008” atribuída à nossa Escola

No âmbito das inúmeras e variadas actividades desenvolvidas pela Escola Secundária Domingos Rebelo no ano lectivo 2007/2008, destacaram-se aquelas que directa ou indirectamente se relacionaram com a Educação Ambiental, como por exemplo: a construção de um Horta Biológica, a Plantação de Flora Endémica e de Árvores de Fruto, o Concurso Eco-Árvore, a Feira de Plantas, o Projecto Vida em Ebulição, entre tantas outras. Foram todas estas actividades que contribuiram, e em muito, para que a Escola Secundária Domingos Rebelo se candidatasse ao Galardão Eco-Escola “Bandeira Verde 2008”. Desta feita, todo o trabalho desenvolvido pela escola no sentido de promover e executar um programa de educação ambiental junto da comunidade escolar foi reconhecido, pois no próximo dia 26 de Setembro, em Torres Vedras, será entregue o Galardão por que tanto a escola esperava.
O “Eco-Label” da Escola Secundária Domingos Rebelo é o testemunho da existência de um programa de educação ambiental que funcionou e onde foram desenvolvidas várias actividades, envolvendo muitos alunos da escola.
Os coordenadores deste projecto foram os professores Clara Castro e José Cabral que muito bem souberam incutir em todos aqueles que participaram nas actividades a preocupação pela preservação do ambiente.
Todos os envolvidos estão de parabéns por mais este feito e de terem, hoje e sempre, o lema: Lutar pela qualidade ambiental é que é!
Um artigo Fora de Portas

Lembras-te? Vamos recordar...

A Escola Secundária Domingos Rebelo abriu as suas portas no passado dia 9 de Setembro, recebendo os seus mais de 1600 alunos com um exposição intitulada Lembras-te? Vamos Recordar…, promovida pelo Fora de Portas.
Durante os primeiros dias de aulas, todos puderam reviver uma série de actividades levadas a cabo durante o ano lectivo 2007/2008, relembrando visitas de estudo, celebração de aniversários, aulas abertas, entrega de prémios, exposições temáticas, projectos diversificados, concursos, a presença de escritores, palestras, activiades desportivas, dramatizações e tantas outras actividades que deram vida a um ano recheado de aventuras, alegrias e trabalho.
Reviver o passado faz acreditar que o presente existe e que poderemos fazer mais e melhor. Somos uma escola que possui uma comunidade activa e empreendedora.

Um artigo do projecto Fora de portas

sábado, 6 de setembro de 2008

desejo

Um bom ano lectivo, 2008-09, para todos!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

cais das colunas

Há uns tempos deu-se aqui notícia de uma petição para que o cais das colunas regressasse ao seu lugar natural. "O Cais das Colunas foi parcialmente desmontado no Verão de 1997. No processo da sua desmontagem foram descobertas no rio, enterradas no lodo, as pedras pertencentes à coluna em falta e, mais recentemente, a esfera que encima essa mesma coluna". Pois bem, é notícia de hoje que ainda este ano será possível sentarmo-nos frente ao Tejo nas escadas entre colunas. É verdade que ficamos de costas voltadas para Lisboa mas, ao olhar para o Tejo, ficamos virados para o mundo.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eurydice



O Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE) acaba de publicar o estudo "Autonomia das Escolas na Europa, da autoria da Rede Eurydice. Dei uma vista d’olhos e, como qualquer leitor que se preze, fixei-me na introdução e nas conclusões. O objectivo do estudo, lê-se na introdução, «consiste numa análise comparativa da forma como a autonomia das escolas está presentemente a ser posta em prática em 30 países da Rede Eurydice e na obtenção de um conhecimento mais completo dos processos que conduziram à transferência para as escolas dos poderes de decisão e da forma como as escolas prestam contas das suas responsabilidades perante as autoridades superiores de educação.» Nas conclusões há dois aspectos que me chamaram a atenção: em primeiro lugar que não é pelo facto de em alguns países da Europa o tema da autonomia da escola ter entrado há mais tempo nas políticas educativas que essa autonomia é mais efectiva. De algum modo, Portugal está neste grupo de países. Em segundo lugar, que mais autonomia não significa, de modo nenhum, desregulação e a concomitante necessidade de maior monitorização e controle dos procedimentos. A este respeito, o relatório indica explicitamente que na Europa «prevalece a diversidade quanto à forma como é assegurada a responsabilização das escolas» e que, mesmo nos países em que as Escolas exercem as suas funções de forma mais autónoma (Bélgica, República Checa, Dinamarca, Suécia, etc.), recorrem todos a mecanismos de supervisão efectuada pelos organismos de inspecção ou de organização bem como à monitorização dos resultados (nomeadamente, dos resultados dos alunos em testes normalizados). O relatório encontra-se aqui: http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=185&fileName=Autonomiadasescolas.pdf

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Influenza

Influenza


Para quem se lembra, o milénio começou com a anunciação de uma catástrofe. Virtual, é certo, mas catástrofe à mesma. Um vírus informático ameaçava propagar-se de tal modo, que todos os sistemas de apoio à vida – dos transportes aos fluxos cambiais de Wall Street –, entrariam em colapso absoluto. No entanto, o único acontecimento registável, na passagem do ano, foi o falhanço no lançamento do fogo-de-artifício, no Porto. De qualquer maneira, a transição para o ano 2000 daria o tom para a meia dúzia de anos já percorridos. De ameaça em ameaça, vivemos em constante estado de alerta.
No rol das ameaças globais, conta-se a ansiedade, por causa das armas de destruição maciça do ex-ditador de Bagdad e a mitose celular da Al-Qaeda. A estes perigos, há que juntar o H5N1, a gripe, de aves que subversivamente não conhecem Shengen, nem tão pouco se deixam intimidar com muros de salvaguarda da paz ou de boa vizinhança.
Em termos domésticos, tivemos também os nossos sobressaltos. Desde o «apagão», provocado, se bem me lembro, por uma cegonha (uma ave, pois claro!), até ao «arrastão» de Carcavelos. Mas nenhum daqueles apocalipses se compara, na capacidade de mobilização que provocou no país – da administração pública à mais singela colectividade de um povoado continental ou insular –, ao «deficit» das contas públicas. De maneira que, nos dias que correm, não nos sobra inquietação, nem temor.
O futuro era dantes o lugar onde todos os sonhos eram possíveis. O progresso tecnológico e o evolutivo melhoramento das condições de vida prometiam, se não «amanhãs que cantam», pelo menos a contenção da doença, da miséria e da ignorância. No avanço da Ciência depositaram-se todas as esperanças. E, pelo menos ela, tem dado bem conta do recado. Para as sociedades pós-industriais, o medo deixou de ter objecto imediato a que se reportar. A fome, as doenças infecciosas, a mortalidade infantil e a ignorância supersticiosa, deram lugar à abundância, ao controle higiénico-sanitário e à educação como direito universal. Entretanto, os perigos diferiram-se no tempo. A mesma Ciência que educa para o optimismo, avisa-nos agora que, daqui para diante, se os procedimentos individuais e colectivos não sofrerem uma transformação radical, todos os perigos são esperáveis.
As catástrofes – tecnológicas, demográficas e ecológicas – são antecipadamente anunciadas, com um profissionalismo mediático-tecnológico incomparavelmente mais sofisticado que a parafernália multimédia da astrologia que as televisões nos trazem. Mesmo o boletim meteorológico, que era relegado para fora do espaço noticioso (não era notícia, portanto), merece agora honras de abertura dos telejornais. Não é que a previsão geofísica tenha desaparecido como programa. O boletim meteorológico continua com o seu espaço próprio e prudentemente científico. Mas agora é bem outra coisa. Os 10 ou 15 minutos de conjecturas geofísicas para o dia de amanhã, ou para daqui a 15 dias, que os telejornais integram, inserem-se na mesma lógica de prenúncio de desgraça. A catástrofe perdeu a sua natureza imprevista e humanamente trágica. Agora, aguardamo-la ansiosamente, com os olhos colados à televisão, ou numa sala de cinema perto de nós. Para glosar um spot publicitário que pegou de estaca: o futuro já não é o que era.
De tudo isto, o discurso político soube tirar as devidas lições. Se nada for feito, a Segurança Social, no prazo de 10, talvez 20, na melhor das hipóteses, 25 anos, entrará em bancarrota. A viabilidade do Estado e, por metonímia, a viabilidade do país, está seriamente ameaçada, se as contas públicas não forem controladas e se o trabalho não for racionalizado, isto é, contido nos seus custos.
São conhecidas as consequências da influenza. Nas pandemias e no inflar nos espíritos da fluência climatórica (e do seu contraponto: a nefasta interferência humana no clima), anuncia-se a libertação dos demónios, que o Inferno reúne em si. À letra: um pandemónio. A amplificação do terror pede argumentos à altura: ad terrorem. Isto é: dado um caso, seguir-se-á, inevitavelmente, consequências de tal modo terríficas, que todo o pensamento fica tolhido. A demissão crítica funciona, em primeiro lugar, sobre a ausência de averiguação objectiva e rigorosa da existência do «caso». Se a incontinência do deficit ameaça a sobrevivência do Estado Social e põe em risco a viabilidade do país, para que o deficit seja anulado, o Estado tem que se livrar das suas funções sociais. Ora, o salto argumentativo, a ser efectivamente transposto para a realidade, comporta riscos de convulsão social.
Na fidelidade aos princípios pragmáticos (que «desideologicamente» suportam tal intenção), prediz-se, desde já, que a Diplomacia, as Polícias, as Forças Armadas e a Justiça continuarão dentro das funções do Estado. Que o mesmo é dizer: na política externa, a manutenção dos «fins humanitários»; na política doméstica, a manutenção da ordem pública.
Para grandes males, grandes remédios.

in «Crónicas», Incomunidade Edições, Lisboa, 2008, p. 41 e sgs.

domingo, 15 de junho de 2008

da catástrofe e da paralisia

Há uns anos esteve em moda, lá para os lados de hollywood, um género de filme que se convencionou chamar de «filme-catástrofe». O enredo era simples mas eficaz: uma ameaça, cataclísmica, obrigava o «guest star» a inomináveis peripécias para salvar o mundo. No fim do mundo, o artista salvava-se e, com ele, a sua família mais próxima, mulher e filhos, um apenas ou, quando muito, um casal. A sociedade redimia-se e a ordem, reestabelecida, assegurava o normal curso das coisas, ou seja, ficava quase tudo na mesma. O «quase» significa apenas que perante a constante iminência da catástrofe o melhor é aceitarmos o que temos e, se preciso for, abdicaremos mesmo do que levou séculos a conquistar. O «11 de Setembro» e o que se lhe seguiu é, a este respeito, paradigmático.
Não sei se a influência destes filmes passou para o inconsciente individual e colectivo mas, o que é certo, é que o séc. xxi está a levar o paroxismo catastrófico aos limites. Desde a gripe das aves ao aquecimento global, passando pela pseudo escassez do petróleo até à também pseudo escassez da produção alimentar, não há dia em que a espécie humana não viva à beira da extinção. Dir-se-á que estas crises têm algum fundo de verdade. Pode ser, mas a maneira como mediaticamente elas se sucedem leva-me a acreditar que a verdade deve estar mesmo no fundo.